Compra de terreno para construção: O que é importante?

Um dos principais questionamentos pelos quais se depara quem quer construir seu imóvel é a escolha do terreno. Nem sempre são levados em consideração itens importantes, que depois poderão ser motivos de insatisfação para o novo proprietário. Veja algumas considerações importantes. 

• Facilidade de acesso — O lote deve ficar em local que tenha vias de acesso que possibilitem chegar ao mesmo em qualquer clima e com vários tipos de veículo. 

• Redes públicas — A existência no local de rede pública de água, energia e esgoto são fatores que já representam economia inicial na construção da obra, pois é preciso água para compor concreto, argamassas e utilizá-la no banheiro dos operários durante a obra. Sua falta implicaria na construção de poço, comum ou artesiano, ou então na compra de água em caminhões. A existência de rede de esgoto evita a construção de fossa séptica para os operários e também para a futura residência. Ao verificar a existência de rede elétrica no local, observe se há fiação aérea, que em alguns locais poderá vir enterrada. Lembre-se de, antes de construir, quando solicitar ligação à concessionária, informar à mesma sobre a potência a ser instalada no canteiro de obra e na futura construção. 

• Topografia — O terreno deve preferencialmente ser plano, com leve inclinação para a rua em locais onde a drenagem urbana for eficiente. Certifique-se com a vizinhança se não ocorrem alagamentos em dias de chuva. Na escolha de terrenos em aclive (inclinados acima do nível da rua) ou em declive (inclinados abaixo do nível da rua), considere na fase de execução de sua obra, os gastos com movimento de terra (corte e aterro) e alvenaria de contenção. 

• Tipo de solo — Verifique se o solo é resistente e capaz de suportar o prédio a ser construído, evitando assim, a utilização de uma fundação de alto custo. Execute uma sondagem, para saber o perfil do terreno, outra alternativa é consultar a vizinhança, diligencie no sentido de saber se nas construções contíguas existem fissuras nas paredes, qual o tipo de fundação utilizada. 

• Orientação — Dentro de uma mesma quadra, com vários lotes, dê preferência aquele lote que mais recebe a luz do sol e ventilação. Lembre-se de que aqui no hemisfério sul a face nobre é a Norte, os ambientes mais importantes devem ser voltados para esta orientação para economizar em energia elétrica, nos aparelhos de ar condicionado e propiciar melhor conforto térmico. 

• Legislação — Consulte o Código de Obras e Zoneamento do município, que versa sobre recuos e número máximo de pavimentos, bem como a possibilidade ou não de futuras desapropriações. Lembre-se, que dados técnicos como recuos e número máximo de pavimentos, serão limitantes para que um profissional legalmente habilitado faça o seu projeto. 

Autor: Eng. Civil Eugênio Pacelli de B. Silveira Eng. Civil executor de obras civis e reformas, orçamentista em licitações públicas e privadas. Autor da planilha eletrônica de composição de preços unitários para construção civil

6 Dicas para planejar melhor o espaço da sua casa

Planejar o espaço não precisa ser um desafio

A maioria das pessoas passa um bom tempo imaginando o lar dos sonhos, mas planejar o espaço vai muito além disso, então escrevemos esse artigo com algumas dicas para você dividir e organizar os cômodos.

O projeto de uma casa organizada começa bem antes da obra, ainda na elaboração das plantas arquitetônicas. Nelas, pequenos detalhes devem ser levados em consideração, pois no final eles farão uma grande diferença, trazendo economia e conforto à sua residência.

Se você ainda está na etapa de planejamento e já se preocupa com o bom aproveitamento dos quartos e cômodos, leia nosso artigo com tudo que você precisa saber antes de construir sua casa. Já nas casas construídas, seguir alguns preceitos de design e engenharia civil podem fazer a diferença.

Veja as 6 dicas que trouxemos para te ajudar na tarefa de planejar o espaço da sua casa:

1- Posicione os cômodos pensando na incidência solar

Imagine a seguinte situação: o seu escritório fica voltado para o oeste. Consequentemente, receberá luz mais fortemente do meio dia ao anoitecer, período mais quente do dia. É provável que, dessa forma, trabalhar neste local cause desconforto e consequentemente dores de cabeça.

Pensar em como aproveitar bem a luminosidade natural na fase do planejamento de uma construção do zero, ou apenas de uma reforma, é um dos principais fatores que determinarão se você terá uma boa qualidade de vida futuramente no ambiente.

Isso sem falar na economia que isso pode trazer na conta de luz!

Analisando a incidência solar na prática

Cada construção deve levar em conta a incidência solar da região em que está inserida, no caso do Rio, a face norte fica quente no inverno e fresca no verão. Já se tratando dos lados leste e oeste, o primeiro costuma receber sol desde o nascer até o meio dia (um cômodo com janelas voltadas para essa região é aquele que costumamos ver nos anúncios de jornal caracterizado como “sol da manhã”); e o segundo (conhecido como “sol da tarde”) costuma ser o mais problemático, pois recebe sol do meio dia até o fim da tarde, justamente o período mais quente do dia, como citado no início do texto. Por fim, a parte sul costuma receber muito pouca radiação solar ao longo do ano, sendo o lugar mais fresco da edificação.

Então, perceba que no Rio de Janeiro o lado norte é ideal para uma sala de estar, por exemplo. Já a parte sul pode ser uma boa opção para a cozinha, por ser um cômodo comumente quente. A região leste da casa costuma ser mais agradável para a distribuição dos quartos, enquanto que a oeste é geralmente evitada, sendo utilizada para ambientes de menor importância, como áreas de serviço.

2- Pense em como será a ventilação

De que adianta não sofrer de calor na sua casa, mas se sentir num lugar abafado? Tomando como exemplo o Rio de Janeiro, onde as temperaturas e a umidade costumam ser elevadas, lançar mão de aproveitar a ventilação natural é um ótimo recurso. Poderia-se dizer até fundamental para a vida não só nessa cidade, mas no Brasil todo, ainda mais se você for considerar o aumento nos gastos com eletricidade ultimamente e estiver pensando em economizar diminuindo o tempo que o ar-condicionado fica ligado.

Você já ouviu falar em ventilação cruzada? Esse tipo de ventilação compreende colocar vãos como portas e janelas em paredes opostas ou adjacentes e na orientação dos ventos locais (ex: norte-sul, leste-oeste). Percebeu como é bom? Se não, basta pensar que assim você coloca os lugares para entrada e saída dos ventos na direção do fluxo deles na região da sua construção.

3- Não deixe o banheiro em áreas de uso comum:

Imagine só você recebendo visitas e em certo momento resolve tomar um banho. Quando termina, você se enrola na toalha e vai em direção ao seu quarto, passando bem onde se encontram as visitas. Ou então, leva todas as suas roupas para o banheiro e troca de roupa lá. As duas situações são desagradáveis, concorda?

Um equívoco muito comum cometido na hora de elaborar o layout de uma casa é colocar o banheiro com vista para áreas de uso comum. Na hora do planejamento da sua planta baixa, deve-se ter o cuidado para que a porta do banheiro não fique totalmente de frente para as salas, nem a cozinha. O ideal é que ele fique próximo aos quartos, em um corredor, por exemplo, e se for só um banheiro para toda a casa, que tenha fácil acesso também para as visitas. Assim você garante a privacidade de quem o utiliza e evita desconfortos para os presentes.

4- Agrupar as áreas molhadas:

As instalações hidráulicas correspondem de 7% a 11% do valor total da obra. Porém, utilizando alguns artifícios, o custo com as tubulações hidráulicas pode ser reduzido.

Para isso as áreas molhadas, ou seja, banheiros, cozinhas e áreas de serviço devem estar próximas. Além dessa proximidade, quando dois desses cômodos forem adjacentes, compartilhar a mesma parede hidráulica também é uma alternativa econômica.

Outro detalhe importante que reduz os custos é o posicionamento da caixa d’água. Este deve ser feito preferencialmente perto dessas áreas molhadas. Assim, a pressão da água nos equipamentos será maior e o gasto com tubulações para a distribuição será menor

5 – Divisão de cômodos sem paredes:

Um truque muito usado atualmente é a utilização de móveis e objetos para separar espaços diferentes. Além de não precisar passar por todos os transtornos de uma obra, que seria necessária para levantar uma parede, essa ideia é prática, mais barata e dá a sensação de que o espaço do cômodo é maior. Esse truque é bastante utilizado (e recomendado) em espaços pequenos. Mas funciona para qualquer tipo de espaço, até os mais amplos!

Alguns exemplos de como separar ambientes:

1 – Use um biombo

Além de práticos, biombos são bonitos e podem ser um toque a mais na decoração do ambiente

2 – Coloque uma estante

É ideal para ambientes pequenos, onde se quer poupar e planejar o espaço, pois além de separar ambientes, serve para guardar livros, etc.

6 – Imaginar disposição dos móveis em vez de só fazer a planta:

A maioria das pessoas, ao construir uma casa, se preocupa mais com a planta e não tanto com os móveis. Mas a disposição dos móveis é algo extremamente importante para se levar em consideração ao planejar o espaço ou um cômodo. Por exemplo: você pode construir uma sala imensa e mobiliá-la de modo a parecer um ambiente muito menor. Do mesmo modo, você pode ter um cômodo pequeno que, se mobiliado do jeito certo, pode parecer muito mais amplo.

Antes de escolher os móveis, faça um esboço do cômodo e da disposição que pretende fazer. É importante deixar espaço suficiente para a circulação e não “amontoar” coisas demais em um ambiente.

Outra dica para planejar o espaço é apostar em móveis planejados: eles são uma ótima opção para ambientes pequenos, onde se quer otimizar ao máximo o espaço disponível. Além disso, espelhos também podem ser usados para criar a ilusão de que o cômodo é maior.

 

Fonte:http://fluxoconsultoria.poli.ufrj.br/blog/arquitetura-construcao/6-dicas-para-planejar-o-espaco-da-casa/

Que cuidados tomar ao contratar a mão de obra para uma construção?

1. Busque referências – Quem te indicou o trabalhador? Se você o encontrou através de uma pessoa pouco conhecida ou outra maneira qualquer, vale a pena pedir para visitar algum trabalho que ele tenha realizado, e talvez conversar com algum antigo empregador em busca de referências. Se não há referência nenhuma, desconfie. Existem muitos “faz-tudo” no mercado que na verdade não fazem nada. 

2. Tenha um projeto – Claro que a necessidade do projeto varia muito em relação ao tamanho da obra. A recomendação é sempre ter um projeto em mãos, ainda que algo simplificado. O projeto, quando anexado ao contrato, tem um valor legal, serve como instrução para que você não tenha de ficar na obra o tempo todo tirando dúvidas e ainda ajuda a prever custos e se preparar para a compra de materiais. Sem contar que o resultado final tende a ser muito melhor se pensado com cuidado no papel antes! 

3. Reveja se tudo está contemplado – Pense cuidadosamente se todos os pormenores que deseja estão no projeto e no acerto que fez com o encarregado da obra. Preste especial atenção a todos os pontos elétricos, som, alarme, hidráulica e outros – quando são esquecidos é uma grande complicação para realizá-los mais tarde. E um desperdício de dinheiro. 

4. Combine prazos – É importante muita clareza nesse aspecto. Combine com o encarregado “x” tempo para a obra e um adicional de “y” tempo por conta de chuvas ou outros problemas, se a sua obra for do tipo que sofre essa interferência. Se prepare intimamente para atrasos, pois infelizmente eles são comuns, para que não atrapalhe muito seus planos de ocupação. Mas tenha um limite para isso. 

5. Faça um contrato – A complexidade desse contrato varia conforme a complexidade da obra. Mas independente do tamanho e complexidade, é sempre muito importante ter tudo no papel: prazos, forma de pagamento, descrição das atividades a serem realizadas, multa (se for o caso) e forma de pagamento. Deixe sempre ao menos uma parcela para ser paga só depois da entrega e aceite da obra. Anexe o projeto ao contrato, assim você terá tudo ainda mais claro numa eventual confrontação. 

6. Relação de material – Essa questão parece secundária, mas é responsável por muitos dos atrasos e discussões durante uma obra. Se o seu encarregado da obra não for comprar os materiais, veja com ele uma extensa lista do que tem de ser encomendado. Combine datas de encomendas e um prazo para que possa providenciar as compras. Se o encarregado aparecer com uma lista de material pequena, o inquira profundamente obre as próximas etapas, para verificar se realmente não são necessários mais itens. Em geral sempre há mais compras a serem feitas, e quanto maiores são as compras, maior seu poder de barganha e menos trabalho no dia a dia da obra. 

7. Proteções, entulhos, fretes e outros – Essas questões costumam ser esquecidas, ou deixadas para serem conversadas apenas durante a obra. Converse cuidadosamente com o seu encarregado sobre essas questões. Quem vai pagar a caçamba? Quem vai pedir a troca? Ela pode ficar estacionada na frente da obra? O encarregado vai colocar as proteções no piso depois de realizá-lo? De que tipo? 

8. Seguro de obra – Verifique, caso a obra não tenha um vigia e seja vulnerável a assaltos, se não vale a pena fazer um seguro para proteger o seu material. Há momentos, dependendo da obra, que há um valor alto em material estacionado. Um assalto pode atrapalhar todo o seu orçamento e ainda gerar grande mal estar na obra, desconfianças entre os trabalhadores e cliente, e assim por diante. Geralmente vale a pena fazer um seguro se sua obra tem um porte médio. 

9. Entenda a metodologia – Antes de efetivamente começarem os trabalhos, tente entender, através de conversas com o encarregado de sua obra, como as coisas serão feitas, quais procedimentos e metodologias serão aplicadas. Pergunte até entender tudo, essa é uma forma de torná-lo mais capaz de controlar o andamento dos trabalhos posteriormente. Essa conversa também será positiva para o encarregado, já que o obrigará a raciocinar sobre todo o processo do trabalho. 

10. Acompanhe o trabalho – Faça um acompanhamento de perto durante a obra, mas não “sufoque” o trabalhador. Tente dar espaço para ele fazer seu trabalho. Elogie sempre que for pertinente para incentivá-lo a dar seu melhor. Caso a obra esteja atrasada exija firmemente resultados, mas cuidado para evitar deixar um clima ruim ao ponto dos trabalhadores pensarem em deixar a obra. 

11. Faça um recebimento de obra – Quando o trabalho terminar faça um recebimento formal da obra com o encarregado. Esse recebimento, também conhecido como aceite de obra, é um procedimento muito importante. Veja todos os pormenores, cheque se todos os pontos elétricos, hidráulicos e demais sistemas funcionam corretamente. Depois desse recebimento, acerte a parcela de retenção conforme o contrato. Caso esteja satisfeito, dependendo do tamanho da obra, uma caixinha é sempre uma boa opção e é mais fácil que o trabalhador volte para resolver qualquer probleminha com essa demonstração de generosidade e satisfação. 

A maior parte da obra gera pequenos problemas e algumas preocupações. A postura com que você acompanha esse processo é muitas vezes fundamental e pode fazer a diferença entre ver o seu sonho ser erguido ou ver tudo se transformar num pesadelo. 

Caso os problemas estejam incomodando ao ponto de você estar infeliz, está na hora de chamar um profissional da área para interceder. Boa sorte com a sua obra e tente se divertir! 

Fonte:cristalsystem.com.br